quarta-feira, 7 de maio de 2014

CRÔNICA_DA_SEMANA: 7_5_2014


A 35 dias da Copa, país conhece seus 23 representantes

Por Haroldo Gomes



O primeiro mistério, o que tratava sobre a divulgação dos comandados do técnico Felipão que vão lutar pela sexto título da Seleção Brasileira, Durante a Copa do Mundo de 2014, acabou esta manhã (7/05).

A repercussão na imprensa esportiva foi Robinho ter ficado de fora da lista. Toda convocação tem disso, uns vão, outros ficam. Não se pode agradar a todos. Afinal, só Felipão tem o poder de convocar, ou não.

Quem não deve ter gostado também, foram os dirigentes dos times de maiores torcidas do país. Flamengo, Corinthians, São Paulo, Vasco, Grêmio...

 Copa é Copa, entretenimento, dinheiro, investimento. Se por um lado a maioria quer saber do título, de vibrar, de comemorar em dias de jogos. Por outro, quem não vai aos estádios-sedes da Copa vai assistir aos jogos pela TV, e neste quesito, a indústria está faturando alto.

Só no primeiro trimestre deste ano, os eletrodomésticos da linha marrom [em que seu principal produto é a TV] teve aumento equivalente a 51%. Ou seja, mais que dobrou em produção e faturamento.

Por outro lado, a inexperiência em copas do mundo esta pesando na balança de 17 dos 23 convocados. Nos extremos da seleção têm duas figuras carimbadas em matéria de idade: no gol, Julio Cesar; e no ataque, Fred. Em função da idade, ambos vão ao mundial pela última vez.

Quando a bola rolar, dia 12 de junho, jovialidade e experiência vão se misturar para fundir-se em resultados. E como diz a máxima do futebol: “a partida só acaba quando o juiz apita”.

Em geral o país-sede da Copa do Mundo vence a competição. Enquanto ela não chega o país vai se tingido com as cores da seleção. O clima é de festa e tende a aumentar o ritmo à medida que o maior evento esportivo do planeta se aproxima.

Por enquanto, a Copa é no Brasil, e não do Brasil. Ainda!

sexta-feira, 21 de março de 2014

POSTAGEM DA SEMANA_HAGAGÊ_CRÔNICA



Entre o descaso, as filas e o sistema

By Haroldo Gomes

O cidadão que nunca passou por transtornos, constrangimentos ao enfrentar longas filas, durante horas, inclusive a preferencial, e se chegou a formalizar queixa em Órgãos de Proteção ao Consumidor, manifestou alguma insatisfação pelo 0800 ou pelo SAC temos algo em comum e partilhamos da mesma angustia.
Em se tratando de fila, de espera, o sistema bancário brasileiro ganha disparado. Mesmo com lei que tenta disciplinar o tempo de atendimento aos clientes em serviços essências. Neste sentido, pouco tem avançado.
A terceirização de serviços básicos como pagamento de títulos, abertura de conta e saques são comuns em lotéricas, lojas de conveniências e supermercados. Mesmo assim, ela está lá, firme para nosso desespero: as longas filas!
O segundo grande problema depois das filas é o sistema. Ninguém o vê, mas naquelas horas de imensas filas, em fins de semana, feriados etc. que é preciso pagar contas, sacar dinheiro, fazer compras e a fila não anda. Alguém não resiste a tentação e vai até mais próximo ao caixa e sonda. Ao retornar divide a informação com os demais: “o sistema tá fora do ar”. É aquele sufoco e muita reclamação...
O padrão de vida pós-moderno nos apresenta a tecnologia como solução para facilitar as nossas vidas em sociedade, face à pressa e o corre-corre diário. Boa parte de nossas atividades estão conectadas em rede. Mesmo com tanta sofisticação à nossa disposição, nem assim pode-se dizer que não existam falhas.
E diante dela é notório haver um culpado. É bem verdade que ninguém pode vê-lo, por isso na maioria das vezes, o sistema é usado como pano de fundo para justificar erros, ou mesmo excessos.
Na semana que antecedeu o Carnaval, fui em vão tentar pagar uma fatura, percorri vários bairros, lotéricas e drogarias na tentativa de pagá-la. Onde não havia longas filas é porque estavam fechadas. Em numa mais ousada, encontrei um pequeno cartaz na parta com a seguinte inscrição grafada: “fechamos porque o sistema está fora do ar”.
É paradoxal pensarmos que as máquinas podem substituir pessoas. O problema que quando elas emperram levando o sistema a parar de fato, para nosso desespero.
Segundo o “pai dos burros”, esse ser inanimado que recebe a culpa quando as coisas não funcionam é definido como um conjunto de elementos interdependentes que funcionam como uma estrutura organizada.
Quando o sistema para, ou como é mais comum ficar fora do ar, para tudo! Ficamos desorganizados, ilhados. Como tempo sempre foi dinheiro, isso representa prejuízos. Quase ou nunca em nosso favor ressarcidos.   

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Publlicada em o Diário do Pará, dia 24/01/2014 - Espaço do Leitor

Agenda: mais que uma companheira

 Por Haroldo Gomes 
Em tempos de vacas gordas as empresas e comércios costumavam presentear seus clientes ao fim e início de cada ano com brindes. Entre os mais comuns aram as canetas, chaveiros, calendários e a infalível agenda. Mas esse tempo passou. Os fatores são diversos. Quer seja em função do preço, quer seja e na contenção de gastos, estes artigos já não são mais ganhos pelos clientes. Os casos são raros.  

Eu, por exemplo, estou com uma há mais de três anos, mantenho as datas de aniversários de amigos e parentes em dias, já as anotações ficam para outro papel, já que não há mais espaço para anotações. Isso porque não ganhei nenhuma nos últimos anos.

Ao percorrer esta semana algumas lojas do comércio local, encontrei várias, de tamanhos variados por preços, digamos, módicos. Não levei, de imediato uma, devido à fila imensa do caixa. Mas logo irei buscar a minha. Faz-se necessário a aquisição de uma. Urgente!

Assim como o ato de anotar compromissos e datas comemorativas, veio-me a lembrança das pessoas que deixam tudo à mercê da cabeça (ou da memória, como queiram). Como se ela não tivesse informações por demais para armazenar, e localizá-la com o tempo que queremos leva certo tempo. E com isso, vem a desculpa de que é a idade. Pode até ser...

De vez enquanto, alguns parentes e amigos tomam uma surpresa quando ligo, mando mensagem, ou por outra, levo uma lembrança em datas especiais. Sempre ouço coisas do tipo: “nossa, como você conseguiu lembrar?”. O segredo é simples, recorro a minha infalível agenda e suas anotações.

Claro que hoje em dia existem outros recursos, como os equipamentos eletrônicos: celulares; smartphones; iphones e tablets que contam com calendários, com agenda-lembrete de reuniões, datas comemorativas etc., já para quem navega nas redes sociais, outra fonte de ajuda à memória são os sites de relacionamentos, onde as pessoas colocam praticamente tudo sobre suas rotinas, eventos e datas comemorativas.

De acordo com o site wikipedia.org a agenda recebe a definição de pequeno caderno onde o usuário faz as anotações de compromissos e horários. A agenda é uma importante ferramenta de trabalho, e só cumpre sua função quando é realmente utilizada. As agendas têm vida curta. Após o seu período de validade, não servem para mais nada. Diante da necessidade, como é meu caso, reutilizo. Acredita-se que a agenda seja usada desde a antiguidade, a partir do mesmo momento em que a escrita nasceu e se desenvolveu. Porém, foi a partir do Império Romano que a agenda perdeu seu antigo formato de pergaminho para passar a se parecer com um caderno. 
Todas essas fontes de armazenamento de informações e lembretes estão a nossa disposição. Mas, assim como as máquinas, nós, humanos, com o tempo também ficamos lentos, devido ao acúmulo de informações, ou por outra, deixamos de dá importância a alguns fatos que anteriormente dávamos. Mas, a infalível e inseparável agenda está à disposição de quem dela faz uso como recurso para nos resguardar das armadilhas do tempo.(HG).